
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Vamos votar...

segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Começam preparativos para Parada da Diversidade de Campo Grande
A parada é um ato público tradicional que todo ano reúne milhares de pessoas para dar visibilidade à luta por direitos humanos aos LGBTs.
Neste ano, a expectativa é que mais de 25 mil pessoas vindas de todas as regiões do estado ocupem as ruas da região central de Campo Grande, chamando a atenção de governos e sociedade para a violência cometida contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.
Com o tema Políticas Públicas – direito nosso e dever do Estado, a organização da Parada da Diversidade de Campo Grande reforça que os governos em todas as suas esferas são responsáveis por implementar ações e políticas públicas para garantir direitos humanos aos LGBTs.
O acesso à escola, à proteção social, à garantia de atendimento à saúde e a políticas de estimulo à profissionalização e acesso ao mercado de trabalho são alguns dos inúmeros direitos negados a lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais em Mato Grosso do Sul.
A proposta da 8ª Parada da Diversidade é deixar um recado: a garantia de direitos aos LGBTs é possível apenas com a implementação de políticas públicas pelos governos municipais, estadual e federal.
Além dessa discussão, temas importantes que estão na pauta de reivindicação do movimento LGBT serão destacados na 8ª Parada da Diversidade como a criminalização da prática de violência cometida contra esse grupo, a aprovação da união civil e o reconhecimento do nome social das travestis e transexuais nos espaços públicos.
Programação
As atividades da 8ª Parada da Diversidade tem início na manhã do dia 20 de novembro, na Praça Ari Coelho. Stands e barracas de organizações governamentais e não-governamentais divulgam materiais informativos sobre direitos humanos e diversidade sexual.
No período da tarde, a concentração para a tradicional caminhada por cidadania e direitos humanos também acontece na Praça Ari Coelho. O trajeto será pela Rua 14 de julho até a Rua Cândido Mariano, passando pela Rua 13 de Maio na altura da Rua Barão do Rio Branco com destino a Praça do Rádio, local em que acontece o Show de Encerramento.
Saiba mais
As Paradas da Diversidade entraram para o calendário de mobilização política do movimento LGBT em todo país como espaço para chamar a atenção da sociedade para a negação de direitos e ausência de leis e ações que protejam lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais contra todo tipo de violência.
A organização da 8ª Parada da Diversidade de Campo Grande é feita pela Associação das Travestis e Transexuais de MS (ATMS) e conta com apoio de parceiros locais.
Informações
Cris Stefanny - ATMS
(67) 3384-9585
(67) 92455732
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Propostas da Conferência Livre de Campo Grande
1ª CONFERÊNCIA LIVRE DE COMUNICAÇÃO – CAMPO GRANDE
Diretriz: Que os conteúdos dos meios de comunicação de massa respeitem os valores éticos, políticos e culturais do individuo e dos grupos, em uma perspectiva regional, a partir de uma produção consciente e responsável que leve o sujeito a uma reflexão crítica do seu meio social e difusão de conteúdos sociais.
Propostas:
- Criar mecanismos e espaços para discussão permanente sobre a situação da TV e rádio públicas de Mato Grosso do Sul, no contexto da produção de conteúdo;
- Promover o debate social sobre o caráter educativo ou público das emissoras de radiodifusão.
- Criar um conselho deliberativo para as TV's e rádios educativas, públicas e universitárias com apoio financeiro, que valorize e estimule os conteúdos da realidade regional, garanta a difusão de conteúdos condizentes com as leis de concessão brasileiras e monitore o uso de verbas públicas para a manutenção dos veículos de comunicação.
- Criar um conselho deliberativo para monitorar a implementação da política pública local de comunicação;
- Promover um debate público sobre a presença de programas religiosos e conduzidos por políticos nas redes de TV e rádio;
- Criar um comitê estadual para subsidiar juridicamente as ações de monitoramento e regulação dos conteúdos veiculados pelos meios de comunicação regionais.
- Estimular a criação, junto à sociedade, de espaços de reflexão sobre produção de conteúdos dos veículos de comunicação regionais.
- Estimular a criação, por meio dos fóruns e conselhos, de campanhas educativas públicas para informar a população sobre conteúdos que violem os direitos humanos e diversidades, além de mecanismos de reação e responsabilização.
- Fortalecer a articulação entre as TVs e rádios universitárias, por meio de espaços que garantam a participação ativa dos acadêmicos, na perspectiva de promover o intercâmbio na produção e distribuição de conteúdo e ampliação do sinal das emissoras para a sociedade.
- Criar um conselho interinstitucional que contemple a comunidade (acadêmica e externa) e garanta a participação democrática na construção da programação dos canais universitários.
- Promover o intercâmbio entre os laboratórios televisivos dos cursos de Comunicação regionais e o fomento às produções conjuntas.
- Resgatar o caráter original da TV e da rádio universitária que não era, predominantemente, espaço para propaganda institucional, mas meio de difusão do conhecimento.
- Ampliar o sinal do sistema público de radiodifusão para o sistema aberto;
- Regular o conteúdo veiculado nos canais por assinatura com brigatoriedade de espaço para veiculação da produção local;
- Estabelecer limites para concessão de canais de rádio e TV respeitando espaços dedicados às empresas, aos governos e às organizações sociais.
- Estimular linhas de financiamento para criar e melhorar a estrutura das TVs e rádios comunitárias.
- Garantir o acesso e uso de todos à internet de banda larga e aos softwares livres, promovendo o intercâmbio cultural pela rede e a superação do analfabetismo digital
- Assegurar o caráter democrático da regulação da internet na perspectiva de evitar restrições e punições aos usuários para acesso e uso, além de garantir o respeito à privacidade.
- Garantir o acesso de pessoas com deficiência (auditivas, visuais ou motoras) por meio da aplicação de softwares e tecnologias específicas como áudio-descrição e libras, promovendo o direito à acessibilidade.
- Criar mecanismos para a efetiva implementação da classificação indicativa de conteúdo e publicidade dirigidos a crianças e adolescentes.
- Criar mecanismos para normatização e regulação dos conteúdos veiculados pelos meios de comunicação e responsabilização na perspectiva de evitar as práticas discriminatórias e a violação dos direitos humanos.
- Estimular a educação formal e não-formal para a mídia, incluindo aspectos ligados ao uso, apropriação e produção de conteúdo, além do funcionamento dos meios de comunicação;
- Criar um fundo de financiamento público para estimular a comunicação comunitária;
- Criar mecanismos com critérios transparentes para democratizar e facilitar o acesso/concessão a rádios e TVs comunitárias;
- Criar um observatório local/regional da sociedade civil para monitorar a garantia do Direito Humano à comunicação.
- Assegurar a construção de indicadores para avaliar e garantir o direito humano à comunicação;
- Formar e promover o conhecimento aos comunicadores na área dos direitos humanos, para qualificar a percepção sobre temas ligados às diversidades (gênero, raça, deficientes, religiosos, geracional) qualidade de vida, saúde, educação e meio ambiente;- Garantir que as políticas públicas de cultura e educação fomentem a promoção do direito humano à comunicação;
- Promover eventos públicos para debater e difundir os mecanismos legais que coíbam a criminalização dos movimentos sociais, ambientais e sindicais na cobertura da imprensa.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Conferência Livre: A imagem da mulher na mídia

domingo, 18 de outubro de 2009
Encontro Político do Projeto Identifique-se

O MESCLA (Movimento de Estudo de Sexualidade, Cultura, Liberdade e Ativismo de Mato Grosso do Sul) é uma organização LGBTT que atua com foco na defesa e promoção dos direitos humanos desta população, incidência nas políticas públicas e formação política de atores e ativistas do movimento LGBTT.
“Identifique-se” é um projeto coordenado pelo MESCLA com parceria política e institucional da ATMS e apoio financeiro do Fundo Brasil de Direitos Humanos. Sua proposta é, a partir da formação política, articular ativistas do movimento LGBTT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) de Mato Grosso do Sul na tentativa de qualificar a incidência política desses atores nas políticas e espaços públicos locais e em ações coordenadas e sistemáticas contra discriminação e no acesso e participação nas políticas públicas.
O projeto tem ainda como objetivo a formação e fortalecimento de três núcleos LGBTTs e um Fórum Estadual em Mato Grosso do Sul em uma estratégia de formação técnica e política para a organização e atuação local em contexto regional e nacional.
Gostaríamos de convidá-lo (a) a participar do evento de abertura deste projeto que será realizado no dia 22 de outubro, na Chácara do Lago, em uma atividade conjunta com o CENTHRO/MS (Centro de Referência em Direitos Humanos de Prevenção e Combate à Homofobia). Neste encontro pretende-se iniciar a articulação e o fortalecimento das pautas de interesse da população LGBTT no estado e apresentar a proposta de trabalho do projeto “Identifique-se” e do MESCLA.
Por favor, confirmem sua presença com Lucélia nos telefones: (67) 9204-3766 ou (67) 3384-9585 (matutino) ou ainda pelo e-mail mesclams@gmail.com
sábado, 10 de outubro de 2009
Conferência Livre de Comunicação
Sindjor-MS – Rua Engenheiro Roberto Mange, n. 37, casa 2, bairro Amambaí – fone (67) 3325-5811
Conselho Regional de Psicologia 14ª Região – Av. Fernando Correa da Costa, n. 2044 – fone: (67) 3382-4801
sábado, 29 de agosto de 2009
Visibilidade Lésbica
O “Seminário Direitos das Mulheres Homoafetivas”, que ocorreu no dia 29/8 de 9h às 18h no CEDIM, teve como objetivo a conscientização dos direitos para uma cidadania plena e digna das mulheres homoafetivas. O evento trouxe uma perspectiva de interação entre movimento social, academia e direitos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, com foco na realidade cotidiana. Os temas que foram abordados são: Violências X Lei Maria da Penha e Diversidade Parental.
No Brasil, não há nenhuma lei que garanta os direitos das mulheres homoafetivas e criminalize a prática homofóbica, impedindo a hegemonia jurídica e social em todo território nacional. A Lei Maria da Penha é uma exceção dentro desse cenário de injustiça, pois protege contra a violência doméstica das mulheres, independente de sua orientação sexual. Dessa forma a Lei 11340/2006 transformou-se em um marco, apesar de sua pouca visibilidade dentro dos conceitos da heterossexualidade obrigatória que predomina em nossa sociedade machista, sexista e homofóbica.
O Movimento D’ELLAS desempenha um importante papel de divulgação da lei e conscientização da sociedade brasileira, através da campanha TEM MULHERES NA PARADA!!!.O seminário “Direitos das Mulheres Homoafetivas” também auxiliou neste processo. O evento abordou outro tema polêmico que vem, progressivamente, despertando interesse acadêmico e sendo muito debatido pela mídia: a diversidade parental.
Realização: Movimento D´ELLAS

